terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Restauração 1940 (IPHAN) MUSEU PADRE TOLEDO


Restauro

Segundo Cesare Brandi, “O restauro constitui o momento metodológico do reconhecimento da obra de arte na sua consistência física e na dupla polaridade estética e histórica, em vista de sua transmissão ao futuro”. Analisando a definição do consolidador da teoria do restauro, conclui-se que somente o reconhecimento como obra de arte enseja a opção pela categoria de intervenção.
As correntes filosóficas ligadas ao restauro crítico-criativo ainda objetivam a transmissão do bem ao futuro, buscando a unidade entre o novo e o velho. Daí a importância de se efetuar o complexo levantamento de todos os valores culturais e históricos vinculados a história da edificação para que após a uma ampla reflexão, se opte pelos valores a ressaltar numa intervenção. Certamente, como é comum em obras dessa natureza há sempre divergências sobre determinados recortes a serem propostos, já que ainda que projetos dessa modalidade sejam tutelados pelos Órgãos de Preservação, o ato de intervir, ainda recai com uma dose de pessoalidade sobre o autor do projeto e é bom que seja assim, pois senão todas as intervenções seriam padronizadas e o elemento de individualidade de cada intervenção estaria perdido e com ele muito do sentido renovador e de diálogo necessário entre o antigo e o presente que devem conviver de maneira respeitosa e equilibrada numa intervenção dessa natureza.
Neste sentido, a metodologia de intervenção em um bem cultural dessa importância, passa inicialmente pelo fase de estudo e conhecimento do bem, principalmente da sua história documental e arquitetônica, análise que foi facilitada neste caso, em função do bem estar Tombado individualmente desde 1948 e assim existem nos arquivos do IPHAN e da Fundação Rodrigo Melo Franco de Andrade, uma série de documentos referentes as diversas intervenções por que passou o imóvel ao longo do século XX.
A documentação iconográfica mais antiga do edifício que conhecemos do ponto de vista da linguagem arquitetônica da antiga casa do Padre Toledo é uma imagem parcial de Tiradentes do final do século XIX onde se pode ver o edifico antes das intervenções Ecléticas, onde é possível ver a fachada tomada como referência histórica para as intervenções do antigo SPHAN na década de 1940.
Mais documentada, com várias fotografias do período, está a casa sob as intervenções impostas a partir de 1900, que definiram um caráter Eclético para o Edifício, é que foram feitas inicialmente com foco especial no torreão, que ganhou neste período uma “cosmetização arquitetônica” como define esse tipo de adição o arquiteto Carlos Lemos, estruturada arquitetonicamente através de uma escada de acesso lateral que monumentalizava mais essa parte do edifício, somada a um falso jogo de Ordens arquitetônicas, sobrevergas, frontão triangular e lambrequim recortados, que procuravam dar um ar mais requintado de modernidade a essa antiga edificação, operação que foi completada numa época um pouco posterior com a pintura das suas cantarias e a inclusão de um jardim lateral, tão em voga nas tipologias residências do Ecletismo, que era articulado com a rua por um muro baixo de alvenaria de tijolo maciço, ritmado por quatro pilares, cujo dois centrais serviam de batente para o belo portão de ferro fundido, que marcava essa nova entrada secundaria do edifico.
Esse novo muro, alias, certamente foi construído no mesmo local onde devia existir, antes dessa intervenção, o muro antigo de adobe, que dava continuidade ao alinhamento urbano da via e onde havia um portão para a entrada de caleça ou carroça, como ainda hoje demostram os socos amarrados nos muros de arrimo que a antiga fundação evidencia, ainda que com sua abertura hoje mais larga, fruto de intervenções posteriores.
Da coleção de antigas fotos desse período, uma em particular, que mostra a parte dos fundos do edifício do início do século XX, reforça as constatações anteriores, mostrando toda a fachada posterior bastante debilitada, com praticamente, toda a alvenaria de moledo a mostra e já sem reboco, podendo-se também verificar a inexistência total da presença das guilhotinas ou gelosias, além de podermos notar que os anexos das antigas cozinhas já aparecerem completamente em ruínas. Também vemos a presença de uma antiga garagem improvisada, que abriga o que restou de um pequeno Caminhão, sendo possível ver na imagem, com mais aproximação, um fragmento do antigo muro de abobe que existia na frente da casa em ruínas, como também a solução em três águas do torreão com o adereço do fecho dos lambrequins que marca e reforça o eixo de centralidade da nova empena triangular do edifício ecletizado.
Passado este período, temos uma ampla documentação da intervenção efetuada pelo o IPHAN na década de 1940, onde seguindo os cânones em vigor, numa época onde não existiam conceitos muito claros sobre qual deveria ser o objetivo de uma intervenção de restauro, o antigo Sphan interviu como posteriormente descreveu o arquiteto Luiz Saia, um dos pioneiros do antigo SPHAN: “… muito amor por romantismo e pouco respeito por desconhecimento…” Dentro dessas condicionantes, como podemos ver na documentação existente, a intervenção buscou criar uma recriação parcial da espacialidade do edifício, já que os muros da frente não foram reconstruídos. Neste período de inicio de luta pela preservação do patrimônio cultural no Brasil além de não haver uma mentalidade e uma experiência que sedimentasse um maior amadurecimento para esse tipo de intervenção, também não havia recursos nem muita condição técnica para buscar uma base cientifica mais sólida que amparasse com mais critério a reconstrução proposta. Assim o edifício foi restituído a uma possível originalidade dentro do que se acreditava que seria a versão mais próxima da casa no período que ali viveu sem proprietário mais ilustre que foi o Padre Toledo. Para isso, foi utilizando um misto de técnicas vernaculares, principalmente o adobe, mas sem abrir mão do tijolo maciço em alguns serviços onde esse se mostrava mais prático.
Na intervenção coordenada pelo IEPHA/MG no início da década de 1980, que adaptaria o edifício, depois de ter sido Seminário Diocesano por alguns anos, para ser sede de um Museu Regional, administrado pela nova proprietária do edifício, a Fundação Rodrigo Melo Franco de Andrade, já sob a tutela dos valores do restauro do pós-guerra e da Carta de Veneza de 1964, optaram dentro das novas correntes teóricas em vigor a intervir sob o edifício com o objetivo de valorizar mais os valores históricos do monumento, apoiados, como preconiza a carta de Veneza, na valorização fundamental da substancia original e no valor fundamental da documentação histórica, além de trabalhar com a nova ideia, de se incorporar no processo de preservação, as diversas fases da trajetória da edificação. Dentro dessas condicionantes, a intervenção da década de 1980, optou por fragmentar a leitura estética da edificação como um todo, efetuada na intervenção da década de 1940 pelo antigo SPHAN, que na verdade, estava mais próximo do entendimento que deveria ter um acréscimo dentro da cultura arquitetônica vigente nos séculos XVIII e XIX, do que a solução adotada pelo IEPHA/MG, que privilegiou mais o edifício como documento histórico do que como obra arquitetônica.
Dentro desse critério, foi evidenciado o que era o edifício original e também o mirante como um possível acréscimo posterior, neutralizando a massa do sobrado com a pintura em branco que destaca por contraste a valorização do verde das cantarias das janelas do edifício original, que se conjugam com a cantaria da cimalha do edifício, facilitando a leitura arquitetônica do edifício original. Outros detalhes, ficaram como estavam, talvez, para marcar a trajetória da edificação, como foi o caso do pátio lateral criado da maneira que se encontra na intervenção do período Eclético, e que foi incorporado ao edifício de tipologia colonial pela intervenção do antigo SPHAN na década de 1940, certamente, com o objetivo de continuar a valorizar mais a antiga entrada principal da casa e monumentalizar mais a entrada principal do edifício. Essa segundo artificio, alcançado, com o descolando do plano de fachada da casa vizinha, que como sabemos, também pertencia ao Padre Bento Correia, irmão do Padre Toledo.
A atual intervenção de (2009- 2012), seguindo as orientações do IPHAN, optou como prioridade nesta intervenção, por sanar todos os graves problemas estruturais do imóvel, principalmente localizados no edifício do Torreão e restaurar todos os elementos artísticos integrados, de grande valor cultural. Arquitetonicamente, seguindo a orientação do IPHAN, seguiu-se a opção de retornar o edifício a organização espacial e estética construída pela proposta da intervenção executada pelo próprio IPHAN na década de 1940, dirigida pelos arquitetos Lucio Costa e Sylvio de Vasconcelos.

VEJA GALERIA DE FOTOS DA RESTAURAÇÃO

Restauração 1940 (IPHAN)


























 

Museu Padre Toledo

A casa setencentista onde se encontra hoje o Museu Casa do Padre Toledo, pertenceu ao inconfidente Padre Carlos Correia de Toledo e Melo nasceu em Taubaté, em 1731, Capitania de São Paulo, de onde no século anterior haviam partido tantas entradas e bandeiras, atravessando a Mantiqueira em busca das minas. Foi designado vigário, em 1777, da Matriz de Santo Antônio, e presbítero do hábito de São Pedro. Foi preso aos 59 anos, em 1789, quando atravessava a Serra de São José, acusado pelo Acórdão da Alçada de convidar para a conjuração o seu irmão Luís Vaz de Toledo, sargento-mor da Cavalaria Auxiliar de São João Del Rei, declarando nos autos da devassa a sua participação como inconfidente. Expatriado para Portugal, permaneceu inicialmente encerrado na Fortaleza de São Julião, até ser transferido para uma prisão eclesiástica em Lisboa, onde veio a falecer, em 1903. A sua casa fazia parte do casario setecentista da Vila São José Del Rei, e não há fontes precisas que informem a data da sua construção, que conforma um solar de andar único, acrescida posteriormente de pequeno torreão/mirante. A construção apresenta alguns forros retos e em forma de gamela, pintados, coisa rara nas residências particulares da época; e vestígios de pintura indicam decoração original nas paredes de alguns cômodos.

Homem culto e liberal, Padre Toledo vivia com o requinte que a riqueza das minas possibilitava às pessoas do seu estado e posição. De acordo com os autos da devassa, no sequestro dos bens do Vigário Carlos Correia de Toledo encontram-se: três dúzias de pratos finos, uma dúzia de xícaras e pires e três bules, todos de louça da índia; doze copos de vidro; duas terrinas de louça de Lisboa; além de outros artefatos. De gosto sofisticado, Padre Toledo possuía muitos móveis pintados, como estantes, catre com cabeceira dourada, além da policromia. Nos sobrecéus das camas, no encosto das cadeiras e nos canapés e almofadas de portas havia damasco carmesim.
Pela Lei nº 290, de 1971, a Câmara Municipal de Tiradentes doou à Fundação Rodrigo Mello Franco de Andrade a Casa do Padre Toledo, no número 190 da rua com o mesmo nome. Em 1973, foi firmado um convênio entre a Fundação e o Patrimônio, no sentido de estabelecer mútua colaboração entre as duas Instituições para a preservação do acervo cultural de Tiradentes. O Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico se comprometeu a ceder à Fundação, por empréstimo, peças para figurar na exposição museográfica inaugural da Casa, uma vez que os seus bens, arrolados na época da devassa, não puderam ser encontrados. Esta medida recebeu as colaborações dos Museus da Inconfidência e de São João Del Rei, que cederam móveis e objetos restaurados para a expografia. Com os recursos da Fundação Rodrigo Mello Franco de Andrade, deu-se, nesse período, a criação do Museu Casa Padre Toledo.
De 1940 até os dias atuais, foram realizadas restaurações no Museu Casa Padre Toledo, que visavam recuperar os traços originais do imóvel e reparar incorreções estruturais.

Museu Casa Padre Toledo é inaugurado em Tiradentes

 Ele é o primeiro de um circuito que contará com quatro museus na cidade.

UFMG reabre Museu Casa Padre Toledo em Tiradentes(AGORA COM VISITAS MONITORADAS POR ALUNOS DA UFSJ DE VARIOS CURSOS,COMO TEATRO,HISTORIA,MUSICA,FILOSOFIA,ARQUITETURA,E ETC...)

EM BREVE HAVERA TAMBEM OFICINAS PARA A COMUNIDADE E CIDADES VIZINHAS.

A cidade mineira de Tiradentes, patrimônio histórico nacional, acaba de ganhar mais uma atração cultural com a reabertura, nesta quarta-feira, do Museu Casa Padre Toledo, restaurado pela UFMG. A inauguração dá início à implantação do campus cultural de Tiradentes, o primeiro do gênero no país. O reitor da Universidade, Clélio Campolina, destacou a importância da iniciativa. “O mundo desenvolvido preserva seu patrimônio histórico. Trabalhamos em conjunto em prol dos interesses da cidade, do estado e do país. O objetivo principal do campus de Tiradentes é, além da preservação do patrimônio e da divulgação da cultura mineira, a instalação na cidade de um centro de pesquisa focado na história do século 18.” A proposta, de acordo com o reitor, é que Tiradentes seja um centro de visitação nacional e internacional, inclusive para fins de pesquisa, tendo em vista que a UFMG é hoje referência mundial nessa área.

Sediado na residência setecentista do padre inconfidente Carlos Correia de Toledo e Melo, considerada uma das edificações urbanas históricas mais valiosas do Brasil, o museu estava em restauração desde 2010 e passa a abrigar rico acervo retratando o cotidiano de uma casa colonial e o ambiente religioso do século 18, além de exposições temporárias.

O pró-reitor de Planejamento da UFMG e coordenador-geral da implantação do museu, João Antonio de Paula, destacou que um dos projetos dos inconfidentes era fundar uma universidade em Minas Gerais. “Esse ideal se materializou com a UFMG, que, ao longo de seus 85 anos, formou muitos dos mais importantes nomes da cultura e da intelectualidade brasileiras. A UFMG cultiva a memória e, como os inconfidentes, também olha para o futuro. A Universidade quer fincar suas raízes em Minas Gerais e, a partir daí, ser uma antena que capta questões vindas de fora.”

O pró-reitor salientou que o museu é apenas parte de um complexo que a UFMG está implantando em Tiradentes, reafirmando o compromisso da Universidade de desenvolver Minas Gerais em todos os seus aspectos. “Ao reabrir o museu, estamos reafirmando o compromisso dos ideais mineiros, de liberdade, igualdade e solidariedade.”

O Museu Casa Padre Toledo – local onde os inconfidentes mineiros tiveram seu primeiro encontro, em 1788 – é um dos quatro imóveis localizados em Tiradentes que pertencem à Fundação Rodrigo Mello Franco de Andrade, controlada integralmente pela UFMG desde 2008. Os outros são os prédios da Câmara Municipal, da Cadeia Pública e do Centro de Estudos, Galeria e Biblioteca Miguel Lins. Juntos, eles vão compor o campus cultural da UFMG na cidade histórica mineira, localizada a 194 quilômetros de Belo Horizonte.

Durante a inauguração, foram assinados três protocolos de intenções. O primeiro diz respeito à cessão em comodato, pela UFMG, do prédio da cadeia ao Instituto Cultural Flávio Gutierrez para instalação do Museu de Sant’Anas. O segundo refere-se à cessão em comodato, pela UFMG, do antigo fórum à Câmara Municipal de Tiradentes, como recompensa pela cessão em comodato, pelo Governo de Minas Gerais, por meio do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), do Solar dos Quatro Cantos, à Universidade, para instalação da Biblioteca de Referência de Estudos do Século XVIII, teor do terceiro protocolo assinado.

Restauração
Os trabalhos de restauração arquitetônica e artística e a concepção do projeto museológico realizados para a abertura do Museu Casa Padre Toledo foram coordenados pela UFMG e demandaram investimento de cerca de R$ 4 milhões, aportados pela Universidade e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O processo de restauração, além de complexo, revelou novos afrescos, com a descoberta, sob camadas de massa e tinta, de pinturas de grande valor histórico e artístico nas paredes e forros, que estão sendo recuperados por profissionais do Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis (Cecor), ligado à Escola de Belas-Artes da UFMG.

O museu é formado pelas salas Casa Padre Toledo, Espelhos, Cinco Sentidos, Universo Religioso e Cotidiano, além da sala que abriga a Coleção Brasiliana. O pró-reitor João Antonio de Paula explicou que o acervo ainda não é definitivo. “O acervo definitivo será fruto de um trabalho que está em desenvolvimento. Mas a ideia é que este seja um museu vivo, que se renove e seja local não só de preservação, mas também de pesquisas.”

A secretária de Cultura de Minas Gerais, Eliane Parreiras, afirmou que a reabertura do museu é uma forma de manter viva a memória da Inconfidência Mineira. “O Museu Casa Padre Toledo prestará um grande serviço a toda a comunidade mineira e a todo o país, juntamente com os outros equipamentos que vão compor o campus cultural da UFMG em Tiradentes.”

Novas tecnologias
Nos imóveis pertencentes à Fundação Rodrigo Mello Franco de Andrade, a UFMG vai implantar biblioteca sobre o século 18, um museu de arte sacra – com acervo de imagens de Sant’Ana, de propriedade do Instituto Cultural Flávio Gutierrez – e um centro de experimentação para a produção de conteúdos culturais e didáticos multimidiáticos, além do Museu Casa Padre Toledo.

Assim, pesquisadores e estudantes de áreas diversas – como museologia, arquivologia, história, conservação e restauração de bens móveis, dentre outras – terão à sua disposição novos e importantes equipamentos laboratoriais com o início das atividades do campus cultural.

“O campus cultural contará com dois polos, um focado na preservação do patrimônio e outro pensando no futuro, com a utilização de tecnologias de informação e comunicação. Além disso, Tiradentes abrigará uma documentação histórica sobre o século 18 sem paralelo no mundo, que será fonte para pesquisadores de todos os níveis”, salienta João Antonio de Paula.

Também participaram da solenidade de inauguração do Museu Casa Padre Toledo o prefeito de Tiradentes, Nilzio Barbosa; o presidente da Câmara Municipal de Tiradentes, Leonardo Matos; a vice-reitora da UFMG, Rocksane Norton; o prefeito de Ouro Preto, Ângelo Osvaldo Santos; Marcos Vinícius Alves, representante do BNDES; o presidente do Iepha-MG, Fernando Cabral; a presidente do Instituto Cultural Flávio Gutierrez, Ângela Gutierrez; Mário Ferrari, representante do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional; e o prefeito eleito de Tiradentes, Ralph Justino.




18/12/2012 - Atualizado em 18/12/2012
Crânios deformados são achados em cemitério de mil anos no México
Sítio arqueológico fica no norte do país, segundo instituto.
Cientista diz que deformação intencional pode ter matado indígenas.


Um cemitério de cerca de mil anos de idade foi encontrado perto do povoado de Onavas, no norte do México, segundo informações do Instituto Nacional de Antropologia e História do país divulgadas na última semana. Ali estavam enterradas 25 pessoas, 13 delas com deformações cranianas.

Cinco dos corpos também tinham mutilações dentárias. Este tipo de intervenção nunca tinha sido encontrada nessa região mexicana. Apenas um dos esqueletos recuperados era de mulher.

Os arqueólogos responsáveis pelo achado destacaram que o sítio tem características únicas por misturar elementos de diferentes culturas do norte do país. Cristina Garcia, da Universidade Estadual do Arizona, nos EUA, responsável pela exploração do sítio, explicou que a deformação de crânios era uma prática dos povos mesoamericanos para diferenciar determinados grupos de pessoas na sociedade.

Dos 25 corpos analisados, 17 eram de menores de idade – entre 5 meses e 16 anos. Oito são de adultos. Cristina Garcia afirmou que o fato de haver crianças pode ser um sinal de que elas morreram justamente por causa da prática de deformação craniana, que teria apertado demais sua cabeça. Esta dedução poderia ser feita, segundo a pesquisadora, porque a análise feita pelos arqueólogos não encontrou outro motivo, como alguma doença, para que tivessem morrido.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Inscrições para o Enem começam hoje pela internet | Agência Brasil/Para quem pretende fazer o Enem este ano Ja estão abertas as Inscrições pela internet..Boa Sorte a Todos

Inscrições para o Enem começam hoje pela internet | Agência Brasil

Após tentar 'curar' homossexualidade, ex-evangélico cria igreja GLS

Após tentar 'curar' homossexualidade, ex-evangélico cria igreja GLS

Veneza continua a afundar lentamente, mostram imagens de satélite

Veneza continua a afundar lentamente, mostram imagens de satélite

Sisu abre inscrições e mais de 220 mil já estão na disputa por uma vaga nas universidades públicas | Agência Brasil

Sisu abre inscrições e mais de 220 mil já estão na disputa por uma vaga nas universidades públicas | Agência Brasil

Rompendo com o estereótipo

Rompendo com o estereótipo

Teste de medicamento contra Alzheimer visa à prevenção

Teste de medicamento contra Alzheimer visa à prevenção

Melhores Fotos Internacionais do Dia

Melhores Fotos Internacionais do Dia

terça-feira, 24 de maio de 2011

PAPA JOÃO PAULO II

JOÃO PAULO II: A VIDA DE UM SANTO José Ozildo dos Santos João Paulo II I - OS PRIMEIROS PASSOS DE UM GRANDE SERVO DE DEUS João Paulo II foi o primeiro papa eslavo na história da Igreja. Eleito em 16 de outubro de 1978 para suceder a João Paulo I, o cardeal polonês Karol Wojtyla quebrou uma tradição de quase meio milênio: foi o primeiro papa não-italiano desde Adriano VI, este, escolhido 456 anos antes. Na época, a escolha de um cardeal estrangeiro - além disso, oriundo da Europa oriental - foi vista como o início de uma nova era na igreja. E, João Paulo II mudou a Igreja Católica para melhor. Karol Wojtyla (João Paulo II), com os pais Emilia e Karol. Wadowice, Polônia. Originário de uma família da pequena classe média, Karol Josef Wojtyla nasceu em Wadowice, Polônia, no dia 8 de maio de 1920. Filho de um operário (Karol Wojtyla), que se tornou sub-oficial do Exército, o menino Wojtyla ficou órfão de mãe (Emília Kaczorowska) aos nove anos e teve uma infância difícil. Em Wadowice - sua terra natal - fez seus primeiros estudos e concluiu o curso ginasial. Aluno dedicado, destacou-se nos estudos e nos esportes, merecendo elogios dos colegas e professores. II - A ESCOLHA PELO SACERDÓCIO Sua juventude foi marcada por intensos contatos com a comunidade judaica de Cracóvia. Inteligência rara, ainda muito jovem, Karol Wojtyla identificou-se com a literatura: queria ser poeta e dramaturgo. Na Universidade de Cracóvia, iniciou o curso de Língua Polonesa e Literatura, interrompido no primeiro ano, em virtude da II Grande Guerra, quando do fechamento da universidade pela forças alemãs, logo após a ocupação da Polônia. Diante desta situação, juntamente com um grupo de jovens, organizou uma universidade clandestina, onde estudou filosofia, línguas e literatura. Por esse tempo, passou a trabalhar numa fábrica de produtos químicos. Desse período é de sua autoria uma peça teatral encenada no Vaticano, anos depois. Atleta, ator, tradutor, musico, dramaturgo e filósofo na juventude, Karol Wojtyla ao perder seu pai resolveu ser padre. Assim, em 1942, aos 22 anos de idade, ingressou no Departamento Teológico da Universidade Jaqielloniana. E, fugindo das perseguições nazistas, até o final da segunda guerra mundial viveu escondido, junto com outros seminaristas, que foram acolhidos pelo Cardeal de Cracóvia. Por fim, concluindo seus estudos eclesiásticos, ordenou-se sacerdote no dia 1º de novembro de 1946, em cerimônia litúrgica realizada na Capela do Seminário Maior de Cracóvia. Dias depois, celebrou sua primeira Missa na Cripta de São Leonardo, na Catedral de Wavel. III - UMA TRAJETÓRIA ASCENDENTE Doutor em Teologia pela Universidade Pontifícia de Roma, Karol Wojtyla foi docente de Teologia e Moral na Universidade Jaqielloniana, de Cracóvia, e, subseqüentemente, na Universidade Católica de Lublin, onde interagiu com importantes representantes do pensamento católico polonês, especialmente da vertente conhecida como ‘tomismo lublinense’. No exercício das referidas funções permaneceu até 23 de Setembro de 1958, quando foi consagrado Bispo Auxiliar do Administrador Apostólico de Cracóvia, convertendo-se no membro mais jovem do Episcopado Polonês. Quatro anos depois, ascendeu à condição de titular daquela diocese. Sempre atuante, sua carreira eclesiástica teve uma trajetória ascendente. Progressista, seu pensamento “combinava a produção teológica com um intenso trabalho apostólico, especialmente com os jovens, com quem compartilhava tanto momentos de reflexão e oração como espaços de distração e aventura ao ar livre”. Em 1964, aos 44 anos de idade, tornou-se Arcebispo. Três anos mais tarde, foi designado cardeal pelo papa Paulo VI. Na qualidade de bispo e arcebispo, Wojtyla participou do Concílio Vaticano II, “contribuindo para a redação de documentos que se tornariam no Decreto sobre a Liberdade Religiosa (Dignitatis Humanae) e a Constituição Pastoral da Igreja no Mundo Moderno (Gaudium et Spes), dois dos mais historicamente importantes e influentes resultados do concílio”. Como Arcebispo, o futuro papa “caracterizou-se pela integração dos leigos nas tarefas pastorais, a promoção do apostolado juvenil e vocacional, a construção de templos apesar da forte oposição do regime comunista, a promoção humana e formação religiosa dos operários e o incentivo ao pensamento e às publicações católicas”. IV - A ELEIÇÃO PARA O TRONO DE PEDRO Na tarde do dia 16 de outubro de 1978, trinta e três dias após a morte do Papa João Paulo I, o Cardeal Karol Josef Wojtyla, foi eleito líder supremo da Igreja Católica, obtendo 99 dos 108 votos permitidos. Eleito, Wojtyla - que adotou o nome de João Paulo II, em homenagem ao seu antecessor - entrou para a história como o primeiro papa eslavo e, como possuía apenas 58 anos de idade, tornou-se o mais jovem desde Gregório XVI, escolhido em 1846. Papa João Paulo II durante sua cerimônia de entronização na Praça de São Pedro. Roma, Itália, 22 de outubro de 1978 Sua entronização solene aconteceu no dia 22 daquele mesmo mês e ano, consagrando-se o 264º sucessor de Pedro - São Pedro na tradição católica -, venerado como o primeiro papa. V - UM PAPA CONSERVADOR Liberal em matéria social, mas conservador em relação à doutrina, João Paulo II acentuou o aspecto pastoral da igreja, opondo-se firmemente ao aborto, ao controle da natalidade por meios artificiais e ao divórcio. Durante seu papado, fez ainda restrições à atuação de religiosos na política partidária e à ordenação de mulheres. Em seus discursos, criticava a aproximação da Igreja com o marxismo nos países em desenvolvimento, e, em especial, à Tologia da Libertação. Papa João Paulo II sendo apoiado por seus assessores após tentativa de assassinato por um terrorista na Praça de São Pedro. Roma, Itália, 13 de maio de 1981 No dia 13 de maio de 1981, João Paulo II foi vítima de um atentado a bala, em plena Praça de São Pedro. Este episódio, promovido pelo terrorista turco Mohamed Ali Agca, nunca foi devidamente esclarecido no que diz respeito a participação de eventuais organizações. No entanto, trouxe sérias repercussões na saúde de João Paulo II. Anos mais tarde, o Vaticano revelaria ao mundo, que o ‘terceiro segredo de Fátima’, dizia respeito a esse atentado. VI - O VERBO Erudito, poliglota e esportista, João Paulo II inaugurou um estilo dinâmico, marcado por viagens freqüentes. Para tanto, desejando alcançar os objetivos traçados para seu pontificado, em abril de 1984 realizou uma reforma administrativa, quando delegou o governo do Vaticano. Com isso esperava poder se dedicar mais à função pastoral. E, ainda por sua iniciativa, em 1983 foi publicado o novo código de direito canônico, cuja revisão fora iniciada depois da conclusão do Concílio Vaticano II. Papa João Paulo II acena para a multidão no Shea Stadium. Nova York, EUA, outubro de 1979 Durante seu pontificado, João Paulo II divulgou catorze encíclicas. Ei-las: ‘Redemptor Hominis’ (Redentor do Homem), em 4 de Março de 1979; ‘Dives in Misericordia’, aos 30 de Novembro de 1980; ‘Laborem Exercens’ - Sobre o trabalho e na comemoração do 90º aniversário da encíclica ‘Rerum Novarum’ do Papa Leão XIII, em 14 de Setembro de 1981; ‘Slavorum Apostoli’ (Apóstolos dos Eslavos) - Comemoração dos Santos Cirilo e Metódio, aos 2 de junho de 1985; ‘Dominum et Vivificantem’ (Senhor e Dador de Vida), em 18 de maio de 1986; ‘Redemptoris Mater’ (Mãe dos Redimidos), aos 25 de março de 1987; ‘Sollicitudo Rei Socialis’ - Sobre assuntos sociais, em 30 de dezembro de 1987; ‘Redemptoris Missio’ - Sobre a validade permanente do mandato missionário, aos 7 de dezembro de 1990; ‘Centesimus Annus’ (Centésimo Ano) - No 100º aniversário da encíclica ‘Rerum Novarum’; sobre o capital e o trabalho, em 1º de maio de 1991; ‘Veritatis Splendor’ (Esplendor da Verdade) - sobre questões de moral da Igreja, aos 6 de agosto de 1993; ‘Evangelium Vitae’ (Evangelho da Vida), em 25 de março de 1995; ‘Ut Unum Sint’ (Que Sejam Um) - Empenho no ecumenismo, aos 25 de maio de 1995; ‘Fide et Ratio’ (Fé e Razão), onde condena o ateísmo e a fé sem razão e afirma a posição da filosofia e razão na religião, aos 14 de setembro de 1998 e ‘Ecclesia de Eucharistia’ (Igreja da Eucaristia), em 17 de abril de 2003. Papa João Paulo II dá a sua bênção aos peregrinos e fiéis na Praça de São Pedro no domingo de Páscoa. Roma, Itália. Papa João Paulo II deixa o Coliseu após O Caminho da Cruz. Roma, Itália, 09 de abril de 2004 VII - UM PONTIFICADO DE 26 ANOS O pontificado de João Paulo II é o terceiro mais longo da história da Igreja Católica. Ao longo dos 26 anos que ocupou o trono de Pedro, visitou mais de 129 países e mais de 1000 localidades, levando a palavra de Deus aos mais diferentes povos e nações do mundo. Papa João Paulo II em frente a montanha Monte Bianco durante suas férias de verão. Val Ferret, Itália, 17 de julho de 2004. Registra a história que a primeira metade do pontificado de João Paulo II foi “marcada pela luta contra o comunismo na Polônia e no restante dos países da Europa e do mundo”. Na seguinte, no entanto, “é de notar a crítica ao mundo ocidental capitalista, opulento e egoísta, dando voz ao Terceiro Mundo e aos pobres”. Papa João Paulo II acena para fiéis na Praça de São Pedro. Roma, Itália, 07 de abril de 2004 Papa João Paulo II posa com um grupo de freiras. Roma, Itália, 30 de abril de 2003. Sua Santidade o Papa Joao Paulo II Em 1998, numa visita a Cuba, condenou o embargo econômico imposto àquele país pelos Estados Unidos, colocando um ponto final numa relação tensa que durava 39 anos entre a Igreja Católica e o regime de Fidel Castro. Entretanto, cinco anos mais tarde, pelas mãos do Cardeal Ângelo Sodano, enviou uma carta ao presidente cubano, criticando “as duras penas impostas a numerosos cidadãos cubanos e, também as condenações à pena capital”. Papa João Paulo II ao lado de Dalai Lama. Roma, Itália, 27 de novembro de 2003. Papa João Paulo II se reúne com o israelense Rabi Meir Lau e o palestinos Sheikh Tatzir Tamimi. Jerusalém, Israel, 23 de março de 2000 Papa João Paulo II reza na Igreja do Santo Sepulcro. Jerusalém, Israel, 26 de março de 2000. João Paulo II no Muro das Lamentações João Paulo II promoveu uma aproximação com às grandes religiões monoteístas do mundo, embora tenha enfrentando acusações de ‘proselitismo agressivo’ feitas pelo mundo ortodoxo. Em janeiro de 2000, viajou à Terra Santa, onde obteve a reconciliação com os judeus. Em Jerusalém, visitou o Muro das Lamentações e “pediu perdão pelos erros e crimes cometidos pela Igreja no passado”. VIII - O PAPA JOÃO PAULO II NO BRASIL Havia um carinho muito especial entre João Paulo II e o povo brasileiro, que é considerado o mais católico do mundo. Por três vezes, ele visitou o Brasil. Em sua primeira visita, desembarcou em Brasília, ao meio-dia do dia 30 de junho de 1980, oportunidade em que foi recebido pelo General João Batista de Figueiredo, o último presidente do regime militar. Sua visita teve como objetivo principal “reforçar a união da família, conciliar as diversas tendências da Igreja Católica (reprimir a ala liberal) e definir seu papel em relação ao Estado”. Papa João Paulo II cercado por fiéis. Aparecida, Brasil, 04 de julho de 1980 Papa João Paulo II durante sua visita ao Brasil. São Paulo, 03 de julho de 1980. Papa João Paulo II beija o chão em sua chegada ao Brasil. São Paulo, 12 de outubro de 1991 Nessa primeira estadia entre nós, João de Deus - que de Brasília partiu para Manaus - percorreu treze cidades em apenas doze dias. A maratona teve um total de 30.000 km. Onze anos mais tarde, entre 12 e 21 de outubro de 1991, esteve pela segunda vez no Brasil, onde quebrou uma tradição: beijou novamente o solo brasileiro, pois ele não costumava beijar o solo de um país que ele já tinha visitado. Naquela oportunidade, João Paulo II visitou sete cidades e fez 31 discursos e homilias. Papa João Paulo II ao lado do ex-presidente Fernando Collor. Brasília, Brasil, 14 de outubro de 1991. Sua última visita ao Brasil ocorreu entre os dias 2 e 6 de outubro de 1997 e foi a mais curta de todas. Desta vez, já se notava o cansaço da idade. Abatido, o Papa não conseguiu realizar o tradicional ato de beijar o chão, mas mesmo assim, encantou multidões de fiéis que foram ao seu encontro em busca de uma palavra de paz. No Rio de Janeiro, participou do Encontro Mundial da Família, realizado no Maracanã. IX - O ESTADISTA DA PAZ Papa João Paulo II em uma missa de beatificação de Anton Martin Slomsek. Eslovênia, 19 de setembro de 1999 Eterno defensor da paz, João Paulo II “foi um crítico feroz dos atentados terroristas, das guerras e dos atos de violência pelo mundo”. Em 2003, seu nome chegou a ser cotado para o Prêmio Nobel da Paz. No entanto, o referido prêmio foi concedido à advogada iraniana Shirin Ebadi. Papa João Paulo II chega ao altar para celebrar a Missa no prado de Cracóvia Blonie. 18 de agosto de 2002 Espírito consciente e puro, em seu último livro ‘Memória e identidade’, classificou os atentados terroristas como erupções de violência, fazendo expresso pedido pelo fim dessas ações. Refletindo sobre o mundo atual, declarou ainda no mesmo livro: "Noto que os atos de violência diminuíram notavelmente, mas ainda existem no mundo as chamadas ‘redes do terror‘, que representam uma ameaça constante para a vida de milhões de inocentes". Papa João Paulo II durante sua audiência semanal. Roma, Itália, 07 de abril de 2004. Comentando os atentados de 11 de setembro de 2001, disse aos fiéis presentes na Basílica de São Pedro: “Não há sentimentos de frustração, filosofia ou religião que justifiquem uma aberração como essa”. João Paulo II fala com garotas polonesas. Roma, Itália, 07 de abril de 2004. Papa João Paulo II entre o príncipe Charles e a princesa Diana. Vaticano, abril de 1985. Sempre firme em suas posições, João Paulo II defendeu o perdão para a dívida externa dos países em desenvolvimento, alegando que o mundo será melhor quando homens forem iguais, quando as nações viverem em paz. E, classificou a Guerra do Iraque como ‘imoral e injusta’. Como emissário da paz, “João Paulo II teve importante papel no fim de conflitos internacionais. Foi um dos homens que mais trabalhou para encerrar a Guerra Fria, com sua luta obstinada contra o comunismo. O seu legado de paz e liberdade é reconhecido por líderes mundiais, que expressaram dor com a sua morte”. X - A MORTE DE UM SANTO Após o atentado de maio de 1981, com o passar dos anos João Paulo II tinha cada vez menos condições de aparecer em público. E isto fez com que diminuísse o ritmo de suas viagens. A princípio, começou a sofrer de sérios problemas ósseos. Mais tarde, a Santa Sé anunciou ao mundo que o papa sofria do mal de Parkinson. E, “apesar da debilidade física que marcou a fase final do seu pontificado, e que suscitou, em várias ocasiões, rumores sobre a sua morte, ele nunca perdeu a capacidade missionária e por várias vezes afirmou que levaria o episcopado até ao fim”. Com a saúde debilitada, João Paulo II que estava internado no Hospital Gemelli, em Roma, recuperando-se de uma forte gripe, foi submetido a uma traaqueotomia para ajudar a respirar, no dia 24 de fevereiro deste ano. A partir desse dia, sua saúde entrou em declínio. Recolhido aos seus aposentos, no Vaticano - onde viveu em orações até o limite de suas forças físicas - após falha circulatória e renal, e pressão arterial instável, João Paulo II faleceu às 21h37min (hora de Roma e 16h37min hora de Brasília) do dia 2 de abril de 2005, num sábado, que enlutou o mundo inteiro. Milhares de fiéis assistiram, na Praça São Pedro, ao anúncio do falecimento do Santo Papa. O corpo de João Paulo II - após os rituais prescritos pela Igreja Católica - foi enterrado às 14h20 (9h20, horário de Brasília), da sexta-feira, dia 7 seguinte, na gruta sob a Basílica de São Pedro, a poucos metros do túmulo do Apóstolo Pedro, ao lado do túmulo de Paulo VI e em frente ao de João Paulo I. Uma lápide, com uma inscrição latina assinalando seu nome, a data de seu nascimento e morte, cobre a sepultura. XI - A REPERCUSSÃO DA MORTE DO PAPA JOÃO PAULO II NO BRASIL No Brasil, o maior país católico do mundo, o presidente Luís Inácio Lula da Silva decretou luto oficial por três dias após a morte do papa João Paulo II, ato que foi seguido por todos os governos estaduais. Para Dom Geraldo Magela, Presidente da CNBB, “Cristo decidiu ter um vigário na terra, alguém visível que o representasse de modo mais especial junto a toda a Igreja e este alguém foi o Santo Padre”. O presidente Lula afirmou à imprensa que a morte do Papa João Paulo II, entristeceu “profundamente o povo brasileiro, que tinha pelo Santo Padre grande afeto. Suas três visitas ao Brasil serão sempre recordadas com viva emoção. A canção ‘João de Deus’, entoada espontaneamente pelo povo brasileiro, expressou esta relação de carinho e respeito”. XII - PORQUE JOÃO PAULO II SERÁ LEMBRADO João Paulo II será lembrado por sua incessante luta pela paz. Mesmo sendo o papa mais jovem desde Pio IX, ele “tornou-se o Papa cuja ação foi mais decisiva no século XX: as suas viagens ultrapassaram em número e extensão as de todos os antecessores juntos, reunindo sempre multidões”. Papa João Paulo II é presenteado com um cocar em Brasília. Brasil, 11 de outubro de 1991. Yasser Arafat recebe o Papa João Paulo II. Roma, Itália, 02 de agosto de 2001. Yasser Arafat recebe o Papa João Paulo II. Roma, Itália, 02 de agosto de 2001. Possuidor de um carisma à semelhança de João XXIII, foi o primeiro a pregar numa igreja luterana e numa mesquita, e o primeiro a visitar o Muro das Lamentações, em Jerusalém. Durante seu pontificado, João Paulo II celebrou 147 cerimônias de beatificação e 51 de canonizações. Em resumo, proclamou 1338 beatos e 482 santos. E, “por seu carisma e habilidade para lidar com os meios de comunicação”, reconhecidamente, João Paulo II é o Papa mais popular da história. ____________ Artigo publicado no jornal ‘A Voz do Povo’, Patos-PB, Ano VIII, nº 96, edição de maio de 2005. Postado por JOSÉ OZILDO SANTOS às 12:07 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem Marcadores: BIOGRAFIAS domingo, 1 de maio de 2011 CAICÓ - RN DATAS E NOTAS PARA A HISTÓRIA DO MUNICÍPIO DE CAICÓ José Ozildo dos Santos MAIO 01-05-1926 É fundado o Centro Operário Caicoense. 01-05-1956 É inaugurada a sede do Círculo Operário Caicoense. 01-05-1962 É fundada em Caicó a Associação Atlética Banco do Brasil (AABB). 01-05-1963 É inaugurada a Rádio Rural de Caicó. Dom Manoel Tavares inaugurando a Rádio Rural de Caicó 02-05-1885 Por ato assinado pelo presidente da província, foi considerado professor vitalício, no termos da Lei 878, de 17 de março de 1883, o mestre-escola José Francisco de Araújo Bastos, que encontrava-se no exercício de suas funções na povoação de Jardim de Piranhas, há mais de um ano. 02-05-1926 Nasce em Caicó, o escritor Hypérides (Pery) Lamartine. Filho do casal Clóvis Lamartine de Farias e Maria de Lourdes da Nóbrega, iniciou seus estudos em Serra Negra, terra de seus ancentrais. Hypérides (Pery) Lamartine 03-05-1884 Por Carta Patente assinada pelo Imperador, nesta data, o fazendeiro Francisco Antônio de Medeiros – o Chico Antônio do Umari – foi nomeado para ocupar o posto de Tenente-Coronel Comandante do 5º Batalhão da Reserva da Guarda Nacional da Comarca do Seridó. 03-05-1885 Nesta data, o senhor Felipe Santiago de Melo, morador na Cidade do Príncipe, ex-arrematador dos dízimos dos gados, na esperança de ver perdoada a sua dívida. 03-05-1931 Circulou o primeiro número d‘O Ideal da Juventude’, jornal mensal, literário e noticioso, sob a direção de José Augusto da Câmara Torres. Do referido jornal, circularam dez números. O último saiu do prelo em 11 de fevereiro de 1932. Nele, colaboram, entre outros, Waldemar Nóbrega, José Augusto da Câmara Torres, Adauto Rocha, José Lázaro Filho, Alda Fernandes, Príncipe do Nordeste (pseudônimo de Eymar L.’E. Monteiro), Luís da Câmara Cascudo, Wilson Regalado Costa, Clóvis Batista, Bezerra de Figueiredo e Joel Fernandes de Brito Guerra. 04-05-1884 Nasce em Caicó, João Aurélio Diniz. Proprietário urbano, casado com Adélia Alves de Araújo Rocha (sua prima), foi, em seu tempo, considerado o homem mais feio da cidade. No entanto, perdeu o título por certo tempo para o Dr. Nunes, que ocupou o Juizado de Direito local. Seu irmão gêmeo, José Américo Diniz, agricultor, industriaria e boêmio, “com bons serviços prestados às orgias do Caicó”, possui seu nome inserido no folclore local por seu ‘pileques’ e atitudes. 04-05-1889 Falece em Caicó, o Dr. Antônio Aladim de Araújo. Caicoense, bacharel em Direito, ocupou em sua cidade natal os cargos de juiz municipal e promotor público. Era casado com a senhora Maria Dativa de Azevedo. 04-05-1906 A edição do jornal natalense ‘A República’, trouxe um anuncio do redator-chefe Manoel Dantas, informando aos seus numerosos clientes que acolhera em sua banca de advogado, o talentoso Dr. José Augusto, que passou a aceitar “qualquer causa jurídica verbal ou por escrito, tanto na capital quanto nos municípios servidos por estradas de ferro”. 05-05-1929 Ocorre a instalação do Banco Rural de Caicó, que tinha como objetivo prestar assistência financeira ao pequenos e médios proprietários rurais. 05-05-1963 É fundado o Sindicato Rural de Trabalhadores Autônomos de Caicó. 05-05-1978 O padre Heitor de Araújo Sales, pró-vigário geral da Arquidiocese de Natal, é eleito o 4º bispo da Diocese de Caicó. 06-05-1961 É inaugurada a CIBRAZEM, em Caicó. 07-05-1989 Aconteceu a benção da Capela do Mosteiro das Clarissas, de Caicó, que pertence à 2ª Ordem Franciscana. No altar da referida capela, encontra-se um mural, representando Francisco e Clara, aos pés do Cristo Crucificado. 07-05-1910 Nesta data, o Cometa de Halley começou a ser visto no céu, causando medo no seio de grande parte da população caicoense. 10-05-1790 Nesta data, o dom Frei Diogo de Jesus Jardim, bispo de Olinda, autorizou o patriarca Antônio de Azevedo Maia a erigir uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição, em sua fazenda Conceição (núcleo inicial da atual cidade de Jardim do Seridó), termo da Freguesia de Nossa Senhora Santana, do Caicó. Eis o referido documento na íntegra: “Diz Antonio de Asevedo Maia, homem casado, morador na Freguesia do Seridó, na sua fazenda Conceição, que na mesma pretende o suplicante erigir uma Capéla na mesma Fazenda, pelos motivos constantes da Certidão do R. Pároco, que junto oferece, pelo que requer a V. Excia. por ora lhe mande passar Provisão para erigir a dita Capéla, cujo Patrimonio apresentará conta, quando requerer a V. Excia a outra Provisão de Benção. À sua Excia. por caridade seja servido deferir-lhe como requer”. 10-05-1812 Nesta data, “o capitão Tomás de Araújo Pereira entregou ao senado da câmara as chaves da casa que serve de cadeia e casa de câmara desta cidade, declarando ter sido construída pelo povo e oficiais das guardas, e que ofereciam grátis, com a única condição de não pagar carceragens - os que nele trabalharam, quan­do porventura fossem presos”. Na atualidade, no referido prédio encontra-se instalado o Museu do Seridó. 10-05-1861 Nesta data, um grupo de salteadores invadiu a residência do senhor Antônio José de Oliveira Júnior, subdelegado da povoação de Jardim do Piranhas, termo do antigo município da Vila do Príncipe, roubando a quantia de 400 réis. Tomando conhecimento do fato, o Dr. José Bento da Cunha Figueiredo Júnior, presidente da Província, determinou que seguisse para aquela localidade uma força policial composta por soldados para capturar o referido bando de criminosos. 10-05-1888 Nasce em São José de Mipibu, Celso Cicco. Ordenado sacerdote no dia 30 de novembro de 1911, em Natal, ali mesmo iniciou sua vida eclesiástica como coadjutor da Catedral de Nossa Senhora da Apresentação. Foi vigário da Matriz de Nossa Senhora Santa, do Caicó no período de 1917 a 1922. Posteriormente regeu as paróquias de Santa Cruz e São Tomé, retornando a Caicó para cumprir um segundo vicariato (1922-1928). Pároco de Serra Negra, João Câmara, São José de Mipibu e Ceará Mirim, agraciado com o título de monsenhor, faleceu no dia 28 de janeiro de 1957, no Hospital das Clínicas, em Natal. 10-05-1958 Dom José Adelino Dantas, segundo bispo de Caicó, é transferido para a Diocese de Garanhuns, Pernambuco. 10-05-1962 Pela Lei Estadual nº 2.774, foi criado o município de Timbaúba dos Batistas. Desmembrado de Caicó, o novo município foi oficialmente instalado no dia 1º de janeiro de 1964, oportunidade em que foi empossado o seu primeiro prefeito. 10-05-1997 O Coral Sertão Encanto inicia suas atividades. Formado por professores, estudantes e funcionários do Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES/UFRN), do Campus de Caicó, e, por membro da comunidade externa, em seu repertório, o Coral Sertão Encanto explora uma temática musical que aborda o universo nordestino, bem como obras da MPB e peças sacras. Coral Sertão Encanto 11-05-1701 Os desbravadores Domingos Fernandes de Souza, Diogo Pereira da Silva e Antônio Lopes de Figueiredo obtiveram do capitão-mor da Paraíba, Francisco de Abreu Pereira, uma data e sesmaria ao longo do riacho do Quincu, na ribeira do Seridó, totalizando nove léguas de comprimento por uma largura de uma légua (três léguas para cada herói). O poço do Quincu, ficava na foz do riacho do Manhoso, afluente do rio Malhada da Areia, no município do Caicó. E, as terras referidas, no território do atual município de Jardim do Seridó, à ilharga direita de uma sesmaria concedida anteriormente, ao padre Antônio de Viveiros. 11-05-1804 Nasce em Caicó, Antônio da Silva e Souza Júnior. Proprietário rural, exerceu atividades judiciárias em sua terra natal. Seu pai, português de nascimento, foi o primeiro presidente da Câmara Municipal da Vila Nova do Príncipe, cabendo-lhe a honra de instalar o referido município, em 31 de julho de 1788. 11-05-1906 O caicoense Amaro Cavalcanti é empossado como ministro do Supremo Tribunal Federal. Nomeado pelo presidente Rodrigues Alves, permaneceu no referido cargo até 31 de dezembro de 1914, quando aposentou-se. Até o presente, foi o único norte-riograndense a ser nomeado ministro da mais alta Corte de Justiça do país. Advogado militante, professor, jornalista, conferencista, escritor e político, Amaro Cavalcanti evoca um dos maiores jurisconsultos que o Brasil conheceu em todos os tempos. Amaro Cavalcanti 13-05-1877 Nasce em Caicó, Pedro Regalado de Medeiros Lins. Na juventude, integrou a banda de música local, abrilhantando a Festa de Santana. Mais tarde, tornou-se fazendeiro na Serra do Martins, onde, ligando-se pelo matrimônio à uma jovem de importante família serrana, tornou-se influente, ocupando a presidência da Intendência Municipal de Martins, no período de 1914-1919, realizando diversas obras. 13-05-1961 Sobre a direção de Manoel Gonçalves de Medeiros, circulou em Caicó o primeiro número d‘O Estudante’, órgão informativo dos secundaristas locais. O referido periódico que teve vida efêmera, tinha seu corpo redacional formado por Manoel Gonçalves de Medeiros (diretor); José Salvador Pereira (gerente), Francisco e Zélia Dantas (redatores). Era impresso na tipografia da Escola Pré-Vocacional. 14-05-1742 Nasce no território da futura Vila Nova do Príncipe, Antônio de Azevedo Maia (Júnior). Patriarca dos Azevedo no Seridó e considerado como fundador de Jardim do Seridó, tenente, depois capitão de Cavalaria de Ordenanças da Vila do Príncipe, era filho de seu homônimo Antonio de Azevedo Maia (português) e de dona Josefa Maria Valcácer de Almeida. Proprietário da Fazenda Conceição, herdada de seus pais, situada na margem direita do Rio Seridó, ali erigiu uma capela devotada a Nossa Senhora da Conceição, principiando, assim, a povoação de ‘Conceição do Azevedo’, núcleo inicial da atual cidade de Jardim do Seridó. Viúvo de Micaela Dantas Pereira (filha do patriarca Caetano Dantas Correia), contraiu segundas núpcias com a senhora Maria José de Sant'Ana, com quem teve um filho, que, somado aos do primeiro matrimônio, totalizam quatorze. O capitão Antônio de Azevedo Maia faleceu a 1º de maio de 1822, na Fazenda Conceição. 14-05-1891 O caicoense Janúncio Nóbrega Filho, estudante de direito no Recife, recebe o seu diploma de bacharel. Republicano histórico, figura de grande projeção no cenário político norte-riograndense 14-05-1916 Circula em Caicó o primeiro número do jornal ‘O Binóculo’. 14-05-1986 Falece em Natal-RN, o Dr. Olavo Silva de Medeiros, Médico, que “exerceu a medicina como verdadeiro sacerdócio em Caicó e depois em Natal, para onde se mudou com a família em 1940. Em ambas as cidades norte-riograndenses granjeou a admiração e o respeito da população, por sua competência e dedicação”. Natural de Santa Luzia-PB e diplomado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (1929), casou-se com senhora Severina Dantas de Medeiros, filha do ex-prefeito caicoense Joel Dantas. Entre seus filhos, figura o historiador e genealogista Olavo de Medeiros Filho, sócio do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e membro da Academia Norte-riograndense de Letras, além de outras várias instituições culturais do país. 15-05-1926 Desembarca em Roma, o caicoense Walfredo Dantas Gurgel - futuro monsenhor e governador do Rio Grande do Norte - com o objetivo de cursar Filosofia e Teologia. Walfredo Dantas Gurgel, seminarista 16-05-1931 Tomou posse na promotoria pública da Comarca de Caicó, o Dr. Oscar Homem de Siqueira, diplomado pela Faculdade de Direito do Recife em 1925. 17-05-1859 Ocorre a posse do Dr. Jose Quirino de Castro Leão, segundo juiz da comarca de Caicó. Pernambuco, aquele magistrado diplomou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, pela antiga Faculdade de Direito de Olinda, em 1839, tendo como companheiro de turma, entre outros, o Dr. Luís Gonzaga de Brito Guerra, norte-riograndense e futuro ‘Barão do Açu’, que também exerceu suas funções judicantes no antigo termo do Caicó. 17-05-1889 Ocorreu nesta data um fenômeno meteorológico curioso em Caicó. Os redatores de ‘O Povo’, fizeram a seguinte nota: “A 17 deste às 8 horas e 20 minutos da noite começou a cair uma chuva muito fina para o lado do poente desta cidade. Por esse tempo a lua vinha surgindo do horizonte e parecia tornar ainda mais escura a montanha de nimbus que o vento atirava para longe. Dez minutos depois vimos aparecer um arco que só diferia do íris por não ter as cores da luz solar. Era branco, tornando-se pardacento até confundir-se com o escuro das nuvens. O raro meteoro luminoso durou apenas seis minutos”. 17-05-1959 Em solenidade realizada na Catedral de Nossa Senhora Santana, D. Manoel Tavares de Araújo foi empossado como terceiro bispo da diocese de Caicó. 18-05-1881 Nasce em Caicó, Antônio Fernandes Dantas. General do Exército, durante o Estado Novo foi interventor federal do Estado da Bahia (1937-1938), nomeado em substituição a Juracy Magalhães. Na mesma condição, governou o Rio Grande do Norte no período de 1943 a 1945, quando foi sucedido pelo jornalista Georgino Avelino. Faleceu no Rio de Janeiro, aos 20 de janeiro de 1966. 18-05-1891 Foi nomeado para o cargo de promotor público da comarca de Caicó o senhor Manoel Basílio de Brito Guerra. A referida nomeação foi bastante criticada na cidade, principalmente nas páginas de ‘O Povo’, pelo fato do referido senhor não ser titulado em direito. 19-05-1889 Para as eleições municipais realizadas nesta data, o Diretório Republicano do Seridó apresentou do nome do senhor Basílio Gomes da Silva Dantas como seu candidato a uma vaga na Câmara Municipal de Príncipe. No entanto, o referido candidato não obteve êxito. 20-05-1750 Nesta data, o padre Antônio Saraiva da Silva, missionário da aldeia do Gentio Pega, estabelecida ao sul da atual serra de João do Vale, obteve por sesmaria uma data de terra na região do Seridó, em cima da dita serra (à época denominada de Pequixacó ou Paxicu), nas proximidades de uma situação do flamengo e ao poente da atual cidade de Jucurutu, no território da futura Vila Nova do Príncipe. 20-05-1790 Por provisão assinada nesta data, o bispo de Olinda autorizou a construção de uma capela no lugar Conceição, termo da Freguesia de Nossa Senhora Santana do Seridó. O referido documento é a certidão de batismo da antiga povoação de ‘Conceição do Azevedo’, núcleo inicial da atual cidade de jardim do Seridó. 20-05-1793 Falece na Vila Nova do Príncipe, Antônio Garcia de Sá Barroso, antigo ocupante do posto de Coronel da Cavalaria Auxiliar das Ordenanças da referida vila. No referido cargo, foi substituído por Antônio da Silva e Souza. 20-05-1936 É fundada a Associação Feminina Esportiva, em Caicó. 21-05-1875 Era instalado o município de Serra Negra do Norte, criado no ano anterior e desmembrado de Caicó. 22-05-1922 Nasce em Caicó, Deoclides Brito Diniz. Em 1938, após concluir seus estudos básicos no Grupo Escolar Senador Guerra, ingressou no Seminário de São Pedro, em Natal. No Seminário Imaculada Conceição, de João Pessoa, concluiu seus estudos eclesiásticos. Sua ordenação sacerdotal ocorreu no dia 4 de dezembro de 1949, em solenidade litúrgica realizada na Catedral de Nossa Senhora Sant’Ana, de Caicó, oportunidade em que recebeu as ordens sacras do presbiterato das mãos de dom José Delgado de Medeiros, primeiro bispo do Seridó. Vigário de Serra Negra no período de 1954 a 1957, regeu posteriormente as paróquias de Cerro Cora (1957-1959) e Jucurutu (1959-1965). Nomeado vigário da histórica Matriz de Nossa Senhora da Guia, do Acari, ali exerceu suas atividades sacerdotais por vários anos. Em Acari, o padre ‘Deo’ exerceu um paroquiato digno de registro. Agraciado com o título de cônego, faleceu em Currais Novos, no dia 26 de março de 1997, aos 75 anos de idade. Seu corpo, foi transladado para o Acari, onde foi sepultado. Cônego Deoclides Brito Diniz 23-05-1917 O caicoense Amaro Cavalcanti, por decreto desta data, foi nomeado para ocupar o cargo de Membro da Corte Permanente de Arbitragem em Haia. Teve seu mandato prorrogado até 22 de maio de 1923, por decreto de 27 de novembro de 1918. 25-05-1889 O jornal ‘O Povo’, em sua edição desta data, noticiou que “cada dia se avoluma mais e mais a corrente migratória das serras de cima (Martins, Portalegre, Catolé, etc.), com direção aos Brejos uns, e sem destino outros. Calcularíamos em trinta a média diária dos emigrantes que aqui têm passado de umas três semanas a esta data. O governo deve conter o povo em seus municípios, empre­gando-o em serviços, como açudes, que dispensam essa pomposa multidão de engenheiros, ajudantes, escreventes, etc., etc., com o que sempre despende muito. Com isto poupará o despovoamento da província, o desequilíbrio das suas finanças e a peste não encontrará ocasião propícia para fazer seus horrorosos estragos, como sucede em todos os anos de seca”. 27-05-1848 Nasce na Fazenda Umari, município da antiga Vila do Príncipe, João Eutrópio de Medeiros. Filho do tenente coronel Francisco Antônio de Medeiros e de dona Ana Vieira Minosa, combateu na Guerra do Paraguai. Irmão do Padre Sebastião Constantino de Medeiros e tenente da Guarda Nacional, faleceu ainda solteiro, aos 16 de fevereiro de 1879. 28-05-1971 Falece no Rio de Janeiro, José Augusto Bezerra de Medeiros. Escritor, historiador, genealogista, advogado e político da maior expressão, representou, governou o Rio Grande do Norte e representou-o na Câmara Federal por várias legislaturas. Senador da República, reeleito em 1930, teve seu mandato prejudica pelo movimento revolucionário que eclodiu no país naquele e dissolveu o Congresso Nacional. José Augusto Bezerra de Medeiros 29-05-1898 Nasce em Caicó, Bertildes de Brito Guerra. Filha do Dr. Felipe Néri de Brito Guerra (ex-juiz de direito da comarca) e de dona Maria Jesumira Gurgel do Amaral, diplomou-se pela Escola Doméstica de Natal (1922). Professora notável, educou várias gerações, tendo lecionado Geografia e História, nas Escolas Normal de Mossoró e de Natal, e, Arte Culinária, na Escola Doméstica, na qual havia sido aluna. 29-05-1903 É inaugurada a capela de Santo Antônio, do povoado Palma, no município de Caicó. Na oportunidade, o padre Emídio Cardoso de Souza, vigário da antiga Matriz de Santana, celebrou solene missa, que contou com grande participação popular. 30-05-1940 Nasce em Caicó, Ney Leandro de Castro. Diplomado pela Faculdade de Direito de Natal (1965), ingressou no jornalismo, passando a dirigir o suplemento literário da Tribuna do Norte. Professor fundador da Faculdade de Jornalismo de Natal, ainda na década de 1960 revelou-se um poeta e um escritor de grande talento. Responsável por alguns dos momentos importantes da moderna literatura norte-riograndense, Ney Leandro, que atualmente mora no Rio de Janeiro, é membro da Academia Norte-Riograndense de Letras. Em sua extensa e valiosa bibliografia, entre outros, encontramos os seguintes livros: O pastor e a flauta (1965); Contista Norte-riograndense (1965); Decomposição do Nu (1960)Universo e vocabulário do Grande Sertão (1970); Feira Livre (1975); Zona Erógena (1981); Canto Contra Canto (1981); O dia das moscas (romance, 1983); Musa de Verão (1984); As pelejas de Ojuara (romance, 1986); Era uma vez Eros (1993), etc. Ney Leandro de Castro 31-05-1862 Nesta data, o Dr. Miguel Gonçalves de Lima, juiz de direito da Comarca de Caicó, obteve licença de suas funções para viajar ao Recife. Vencido o prazo legal, aquele magistrado não retornou ao Caicó e suas ausências causaram sérios problemas à administração da justiça na região. No ano seguinte, o referido fato foi levado ao conhecimento da Assembléia Legislativa, pelo Dr. Olinto José Meira, presidente da província. 31-05-1971 O Deputado Dary Dantas apresentou na Assembléia Legislativa uma proposição denominando ‘Palácio José Augusto’, a Casa Legislativa do Rio Grande do Norte, aprovando-a folgadamente. 31-05-2002 Através da Portaria Ministerial nº 1.616/MEC, publicada no Diário Oficial da União, de 03-06-2002, foi autorizado o funcionamento da Faculdade de Teologia Cardeal Eugênio Sales, mantida pelo Colégio Diocesano Seridoense, na cidade de Caicó. A referida instituição de ensino superior - que formou sua primeira turma no semestre 2006.1 - tem “como missão preparar teólogos a fim de atuarem nos mais diversos campos, tais como: ensino, pastoral, reflexão cristã e cultural”. Postado por JOSÉ OZILDO SANTOS às 03:03 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem Marcadores: HISTÓRIA MUNICIPAL - RN Paginas (10)123456 Próxima Assinar: Postagens (Atom) Related Posts Plugin for WordPress, Blogger... Minha lista de blogs Espaço Único LAR DOCE LAR PARA PRETINHA - A mobilização dos moradores na defesa de um teto para a cadela Pretinha, que há oito anos vive no portão do Cemitério da Saudade, no Além-Linha, em Soroca... 7 horas atrás Priorado News Seminário discutirá ampliação do papel das guardas municipais - [image: http://abamf.com.br/abamf/wp-content/uploads/2011/01/3C685D3D-FEF1-49D9-970B-99CAC398BE1C_Guarda-Municipal.jpg] *Imagem Ilustrativa* *A Comissão de... 14 horas atrás AssessoRN Quem são os “donos” do passe do jogador potiguar Wallyson - *O jornalista Everaldo Lopes revele em sua coluna na TN quem são os “donos” do passe do jogador potiguar Wallyson, hoje no Cruzeiro de Minais Gerais. Con... 15 horas atrás Blog Genildo Medeiros NOVO BLOG EM OURO BRANCO/RN. BEM-VINDO! - *Por Genildo da Silva Medeiros* [image: image] *O município de Ouro Branco/RN – e por que não dizer o mundo – acaba de ganhar UM NOVO BLOG, denomina... 16 horas atrás RAMO DE OLIVEIRA DESAPROPRIAÇÕES SÃO LADO OBSCURO DA COPA FIFA 2014 DO BRASIL - Pelo menos 5.200 pessoas estão ameaçadas de despejo para obras no entorno do estádio do Corinthians. É um risco que atinge pelo menos outras 60 mil pessoa... 2 dias atrás FAZENDO HISTÓRIA AS VIAGENS DE PEDRO TEIXEIRA E DO PADRE D’ACUÑA AO RIO AMAZONAS - Mr. De La Condamine Comumente se crê que o primeiro europeu que fez o reconhecimento do rio das Amazonas foi Francisco d’Orellana. Ele embarcou bem perto d... 3 dias atrás ESPAÇO ACADÊMICO DIRETRIZES PARA O DESENVOLVIMENTO DO TURISMO RURAL - *FICHAMENTO* BRASIL. Ministério do Turismo. Secretaria de Políticas de Turismo. Diretrizes para o Desenvolvimento do Turismo Rural. Brasília: Ministério do... 3 semanas atrás Recent Comments relojes web gratis VISITAS contador de visitas hospedagem Visitantes 1 Usuário Online Marcadores ANTROPOLOGIA SOCIAL (1) ARQUEOLOGIA (4) BIOGRAFIAS (14) ENSAIO LITERÁRIO (1) HISTÓRIA DO RIO GRANDE DO NORTE (1) HISTÓRIA MUNICIPAL - PB (3) HISTÓRIA MUNICIPAL - PE (3) HISTÓRIA MUNICIPAL - RN (12) HISTÓRIA SOCIAL (2) NORTERIOGRANDENSES ILUSTRES (4) POLÍTICA E CIDADANIA (1) TURISMO (3) Recent Posts Quem sou eu Minha foto JOSÉ OZILDO SANTOS Visualizar meu perfil completo ENCONTRE AQUI powered by Marcadores ANTROPOLOGIA SOCIAL (1) ARQUEOLOGIA (4) BIOGRAFIAS (14) ENSAIO LITERÁRIO (1) HISTÓRIA DO RIO GRANDE DO NORTE (1) HISTÓRIA MUNICIPAL - PB (3) HISTÓRIA MUNICIPAL - PE (3) HISTÓRIA MUNICIPAL - RN (12) HISTÓRIA SOCIAL (2) NORTERIOGRANDENSES ILUSTRES (4) POLÍTICA E CIDADANIA (1) TURISMO (3) CONSTRUINDO A HISTÓRIA Headline Animator CONSTRUINDO A HISTÓRIA ↑ Grab this Headline Animator Vale a pena conferir. CLIC Com a saúde debilitada, João Paulo II que estava internado no Hospital Gemelli, em Roma, recuperando-se de uma forte gripe, foi submetido a uma traaqueotomia para ajudar a respirar, no dia 24 de fevereiro deste ano. A partir desse dia, sua saúde entrou em declínio. Recolhido aos seus aposentos, no Vaticano - onde viveu em orações até o limite de suas forças físicas - após falha circulatória e renal, e pressão arterial instável, João Paulo II faleceu às 21h37min (hora de Roma e 16h37min hora de Brasília) do dia 2 de abril de 2005, num sábado, que enlutou o mundo inteiro. Milhares de fiéis assistiram, na Praça São Pedro, ao anúncio do falecimento do Santo Papa. O corpo de João Paulo II - após os rituais prescritos pela Igreja Católica - foi enterrado às 14h20 (9h20, horário de Brasília), da sexta-feira, dia 7 seguinte, na gruta sob a Basílica de São Pedro, a poucos metros do túmulo do Apóstolo Pedro, ao lado do túmulo de Paulo VI e em frente ao de João Paulo I. Uma lápide, com uma inscrição latina assinalando seu nome, a data de seu nascimento e morte, cobre a sepultura. XI - A REPERCUSSÃO DA MORTE DO PAPA JOÃO PAULO II NO BRASIL No Brasil, o maior país católico do mundo, o presidente Luís Inácio Lula da Silva decretou luto oficial por três dias após a morte do papa João Paulo II, ato que foi seguido por todos os governos estaduais. Para Dom Geraldo Magela, Presidente da CNBB, “Cristo decidiu ter um vigário na terra, alguém visível que o representasse de modo mais especial junto a toda a Igreja e este alguém foi o Santo Padre”. O presidente Lula afirmou à imprensa que a morte do Papa João Paulo II, entristeceu “profundamente o povo brasileiro, que tinha pelo Santo Padre grande afeto. Suas três visitas ao Brasil serão sempre recordadas com viva emoção. A canção ‘João de Deus’, entoada espontaneamente pelo povo brasileiro, expressou esta relação de carinho e respeito”. XII - PORQUE JOÃO PAULO II SERÁ LEMBRADO João Paulo II será lembrado por sua incessante luta pela paz. Mesmo sendo o papa mais jovem desde Pio IX, ele “tornou-se o Papa cuja ação foi mais decisiva no século XX: as suas viagens ultrapassaram em número e extensão as de todos os antecessores juntos, reunindo sempre multidões”. Papa João Paulo II é presenteado com um cocar em Brasília. Brasil, 11 de outubro de 1991. Yasser Arafat recebe o Papa João Paulo II. Roma, Itália, 02 de agosto de 2001. Yasser Arafat recebe o Papa João Paulo II. Roma, Itália, 02 de agosto de 2001. Possuidor de um carisma à semelhança de João XXIII, foi o primeiro a pregar numa igreja luterana e numa mesquita, e o primeiro a visitar o Muro das Lamentações, em Jerusalém. Durante seu pontificado, João Paulo II celebrou 147 cerimônias de beatificação e 51 de canonizações. Em resumo, proclamou 1338 beatos e 482 santos. E, “por seu carisma e habilidade para lidar com os meios de comunicação”, reconhecidamente, João Paulo II é o Papa mais popular da história. ____________ Artigo publicado no jornal ‘A Voz do Povo’, Patos-PB, Ano VIII, nº 96, edição de maio de 2005. VEJA TAMBÉM: DOM FERNANDO GOMES DOS SANTOS PATOS - PARAÍBA CAICÓ - RN LinkWithin Postado por JOSÉ OZILDO SANTOS às 12:07 0 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut Compartilhar no Google Buzz Links para esta postagem Marcadores: BIOGRAFIAS domingo, 1 de maio de 2011 CAICÓ - RN DATAS E NOTAS PARA A HISTÓRIA DO MUNICÍPIO DE CAICÓ José Ozildo dos Santos MAIO 01-05-1926 É fundado o Centro Operário Caicoense. 01-05-1956 É inaugurada a sede do Círculo Operário Caicoense. 01-05-1962 É fundada em Caicó a Associação Atlética Banco do Brasil (AABB). 01-05-1963 É inaugurada a Rádio Rural de Caicó. Dom Manoel Tavares inaugurando a Rádio Rural de Caicó 02-05-1885 Por ato assinado pelo presidente da província, foi considerado professor vitalício, no termos da Lei 878, de 17 de março de 1883, o mestre-escola José Francisco de Araújo Bastos, que encontrava-se no exercício de suas funções na povoação de Jardim de Piranhas, há mais de um ano. 02-05-1926 Nasce em Caicó, o escritor Hypérides (Pery) Lamartine. Filho do casal Clóvis Lamartine de Farias e Maria de Lourdes da Nóbrega, iniciou seus estudos em Serra Negra, terra de seus ancentrais. Hypérides (Pery) Lamartine 03-05-1884 Por Carta Patente assinada pelo Imperador, nesta data, o fazendeiro Francisco Antônio de Medeiros – o Chico Antônio do Umari – foi nomeado para ocupar o posto de Tenente-Coronel Comandante do 5º Batalhão da Reserva da Guarda Nacional da Comarca do Seridó. 03-05-1885 Nesta data, o senhor Felipe Santiago de Melo, morador na Cidade do Príncipe, ex-arrematador dos dízimos dos gados, na esperança de ver perdoada a sua dívida. 03-05-1931 Circulou o primeiro número d‘O Ideal da Juventude’, jornal mensal, literário e noticioso, sob a direção de José Augusto da Câmara Torres. Do referido jornal, circularam dez números. O último saiu do prelo em 11 de fevereiro de 1932. Nele, colaboram, entre outros, Waldemar Nóbrega, José Augusto da Câmara Torres, Adauto Rocha, José Lázaro Filho, Alda Fernandes, Príncipe do Nordeste (pseudônimo de Eymar L.’E. Monteiro), Luís da Câmara Cascudo, Wilson Regalado Costa, Clóvis Batista, Bezerra de Figueiredo e Joel Fernandes de Brito Guerra. 04-05-1884 Nasce em Caicó, João Aurélio Diniz. Proprietário urbano, casado com Adélia Alves de Araújo Rocha (sua prima), foi, em seu tempo, considerado o homem mais feio da cidade. No entanto, perdeu o título por certo tempo para o Dr. Nunes, que ocupou o Juizado de Direito local. Seu irmão gêmeo, José Américo Diniz, agricultor, industriaria e boêmio, “com bons serviços prestados às orgias do Caicó”, possui seu nome inserido no folclore local por seu ‘pileques’ e atitudes. 04-05-1889 Falece em Caicó, o Dr. Antônio Aladim de Araújo. Caicoense, bacharel em Direito, ocupou em sua cidade natal os cargos de juiz municipal e promotor público. Era casado com a senhora Maria Dativa de Azevedo. 04-05-1906 A edição do jornal natalense ‘A República’, trouxe um anuncio do redator-chefe Manoel Dantas, informando aos seus numerosos clientes que acolhera em sua banca de advogado, o talentoso Dr. José Augusto, que passou a aceitar “qualquer causa jurídica verbal ou por escrito, tanto na capital quanto nos municípios servidos por estradas de ferro”. 05-05-1929 Ocorre a instalação do Banco Rural de Caicó, que tinha como objetivo prestar assistência financeira ao pequenos e médios proprietários rurais. 05-05-1963 É fundado o Sindicato Rural de Trabalhadores Autônomos de Caicó. 05-05-1978 O padre Heitor de Araújo Sales, pró-vigário geral da Arquidiocese de Natal, é eleito o 4º bispo da Diocese de Caicó. 06-05-1961 É inaugurada a CIBRAZEM, em Caicó. 07-05-1989 Aconteceu a benção da Capela do Mosteiro das Clarissas, de Caicó, que pertence à 2ª Ordem Franciscana. No altar da referida capela, encontra-se um mural, representando Francisco e Clara, aos pés do Cristo Crucificado. 07-05-1910 Nesta data, o Cometa de Halley começou a ser visto no céu, causando medo no seio de grande parte da população caicoense. 10-05-1790 Nesta data, o dom Frei Diogo de Jesus Jardim, bispo de Olinda, autorizou o patriarca Antônio de Azevedo Maia a erigir uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição, em sua fazenda Conceição (núcleo inicial da atual cidade de Jardim do Seridó), termo da Freguesia de Nossa Senhora Santana, do Caicó. Eis o referido documento na íntegra: “Diz Antonio de Asevedo Maia, homem casado, morador na Freguesia do Seridó, na sua fazenda Conceição, que na mesma pretende o suplicante erigir uma Capéla na mesma Fazenda, pelos motivos constantes da Certidão do R. Pároco, que junto oferece, pelo que requer a V. Excia. por ora lhe mande passar Provisão para erigir a dita Capéla, cujo Patrimonio apresentará conta, quando requerer a V. Excia a outra Provisão de Benção. À sua Excia. por caridade seja servido deferir-lhe como requer”. 10-05-1812 Nesta data, “o capitão Tomás de Araújo Pereira entregou ao senado da câmara as chaves da casa que serve de cadeia e casa de câmara desta cidade, declarando ter sido construída pelo povo e oficiais das guardas, e que ofereciam grátis, com a única condição de não pagar carceragens - os que nele trabalharam, quan­do porventura fossem presos”. Na atualidade, no referido prédio encontra-se instalado o Museu do Seridó. 10-05-1861 Nesta data, um grupo de salteadores invadiu a residência do senhor Antônio José de Oliveira Júnior, subdelegado da povoação de Jardim do Piranhas, termo do antigo município da Vila do Príncipe, roubando a quantia de 400 réis. Tomando conhecimento do fato, o Dr. José Bento da Cunha Figueiredo Júnior, presidente da Província, determinou que seguisse para aquela localidade uma força policial composta por soldados para capturar o referido bando de criminosos. 10-05-1888 Nasce em São José de Mipibu, Celso Cicco. Ordenado sacerdote no dia 30 de novembro de 1911, em Natal, ali mesmo iniciou sua vida eclesiástica como coadjutor da Catedral de Nossa Senhora da Apresentação. Foi vigário da Matriz de Nossa Senhora Santa, do Caicó no período de 1917 a 1922. Posteriormente regeu as paróquias de Santa Cruz e São Tomé, retornando a Caicó para cumprir um segundo vicariato (1922-1928). Pároco de Serra Negra, João Câmara, São José de Mipibu e Ceará Mirim, agraciado com o título de monsenhor, faleceu no dia 28 de janeiro de 1957, no Hospital das Clínicas, em Natal. 10-05-1958 Dom José Adelino Dantas, segundo bispo de Caicó, é transferido para a Diocese de Garanhuns, Pernambuco. 10-05-1962 Pela Lei Estadual nº 2.774, foi criado o município de Timbaúba dos Batistas. Desmembrado de Caicó, o novo município foi oficialmente instalado no dia 1º de janeiro de 1964, oportunidade em que foi empossado o seu primeiro prefeito. 10-05-1997 O Coral Sertão Encanto inicia suas atividades. Formado por professores, estudantes e funcionários do Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES/UFRN), do Campus de Caicó, e, por membro da comunidade externa, em seu repertório, o Coral Sertão Encanto explora uma temática musical que aborda o universo nordestino, bem como obras da MPB e peças sacras. Coral Sertão Encanto 11-05-1701 Os desbravadores Domingos Fernandes de Souza, Diogo Pereira da Silva e Antônio Lopes de Figueiredo obtiveram do capitão-mor da Paraíba, Francisco de Abreu Pereira, uma data e sesmaria ao longo do riacho do Quincu, na ribeira do Seridó, totalizando nove léguas de comprimento por uma largura de uma légua (três léguas para cada herói). O poço do Quincu, ficava na foz do riacho do Manhoso, afluente do rio Malhada da Areia, no município do Caicó. E, as terras referidas, no território do atual município de Jardim do Seridó, à ilharga direita de uma sesmaria concedida anteriormente, ao padre Antônio de Viveiros. 11-05-1804 Nasce em Caicó, Antônio da Silva e Souza Júnior. Proprietário rural, exerceu atividades judiciárias em sua terra natal. Seu pai, português de nascimento, foi o primeiro presidente da Câmara Municipal da Vila Nova do Príncipe, cabendo-lhe a honra de instalar o referido município, em 31 de julho de 1788. 11-05-1906 O caicoense Amaro Cavalcanti é empossado como ministro do Supremo Tribunal Federal. Nomeado pelo presidente Rodrigues Alves, permaneceu no referido cargo até 31 de dezembro de 1914, quando aposentou-se. Até o presente, foi o único norte-riograndense a ser nomeado ministro da mais alta Corte de Justiça do país. Advogado militante, professor, jornalista, conferencista, escritor e político, Amaro Cavalcanti evoca um dos maiores jurisconsultos que o Brasil conheceu em todos os tempos. Amaro Cavalcanti 13-05-1877 Nasce em Caicó, Pedro Regalado de Medeiros Lins. Na juventude, integrou a banda de música local, abrilhantando a Festa de Santana. Mais tarde, tornou-se fazendeiro na Serra do Martins, onde, ligando-se pelo matrimônio à uma jovem de importante família serrana, tornou-se influente, ocupando a presidência da Intendência Municipal de Martins, no período de 1914-1919, realizando diversas obras. 13-05-1961 Sobre a direção de Manoel Gonçalves de Medeiros, circulou em Caicó o primeiro número d‘O Estudante’, órgão informativo dos secundaristas locais. O referido periódico que teve vida efêmera, tinha seu corpo redacional formado por Manoel Gonçalves de Medeiros (diretor); José Salvador Pereira (gerente), Francisco e Zélia Dantas (redatores). Era impresso na tipografia da Escola Pré-Vocacional. 14-05-1742 Nasce no território da futura Vila Nova do Príncipe, Antônio de Azevedo Maia (Júnior). Patriarca dos Azevedo no Seridó e considerado como fundador de Jardim do Seridó, tenente, depois capitão de Cavalaria de Ordenanças da Vila do Príncipe, era filho de seu homônimo Antonio de Azevedo Maia (português) e de dona Josefa Maria Valcácer de Almeida. Proprietário da Fazenda Conceição, herdada de seus pais, situada na margem direita do Rio Seridó, ali erigiu uma capela devotada a Nossa Senhora da Conceição, principiando, assim, a povoação de ‘Conceição do Azevedo’, núcleo inicial da atual cidade de Jardim do Seridó. Viúvo de Micaela Dantas Pereira (filha do patriarca Caetano Dantas Correia), contraiu segundas núpcias com a senhora Maria José de Sant'Ana, com quem teve um filho, que, somado aos do primeiro matrimônio, totalizam quatorze. O capitão Antônio de Azevedo Maia faleceu a 1º de maio de 1822, na Fazenda Conceição. 14-05-1891 O caicoense Janúncio Nóbrega Filho, estudante de direito no Recife, recebe o seu diploma de bacharel. Republicano histórico, figura de grande projeção no cenário político norte-riograndense 14-05-1916 Circula em Caicó o primeiro número do jornal ‘O Binóculo’. 14-05-1986 Falece em Natal-RN, o Dr. Olavo Silva de Medeiros, Médico, que “exerceu a medicina como verdadeiro sacerdócio em Caicó e depois em Natal, para onde se mudou com a família em 1940. Em ambas as cidades norte-riograndenses granjeou a admiração e o respeito da população, por sua competência e dedicação”. Natural de Santa Luzia-PB e diplomado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (1929), casou-se com senhora Severina Dantas de Medeiros, filha do ex-prefeito caicoense Joel Dantas. Entre seus filhos, figura o historiador e genealogista Olavo de Medeiros Filho, sócio do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e membro da Academia Norte-riograndense de Letras, além de outras várias instituições culturais do país. 15-05-1926 Desembarca em Roma, o caicoense Walfredo Dantas Gurgel - futuro monsenhor e governador do Rio Grande do Norte - com o objetivo de cursar Filosofia e Teologia. Walfredo Dantas Gurgel, seminarista 16-05-1931 Tomou posse na promotoria pública da Comarca de Caicó, o Dr. Oscar Homem de Siqueira, diplomado pela Faculdade de Direito do Recife em 1925. 17-05-1859 Ocorre a posse do Dr. Jose Quirino de Castro Leão, segundo juiz da comarca de Caicó. Pernambuco, aquele magistrado diplomou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, pela antiga Faculdade de Direito de Olinda, em 1839, tendo como companheiro de turma, entre outros, o Dr. Luís Gonzaga de Brito Guerra, norte-riograndense e futuro ‘Barão do Açu’, que também exerceu suas funções judicantes no antigo termo do Caicó. 17-05-1889 Ocorreu nesta data um fenômeno meteorológico curioso em Caicó. Os redatores de ‘O Povo’, fizeram a seguinte nota: “A 17 deste às 8 horas e 20 minutos da noite começou a cair uma chuva muito fina para o lado do poente desta cidade. Por esse tempo a lua vinha surgindo do horizonte e parecia tornar ainda mais escura a montanha de nimbus que o vento atirava para longe. Dez minutos depois vimos aparecer um arco que só diferia do íris por não ter as cores da luz solar. Era branco, tornando-se pardacento até confundir-se com o escuro das nuvens. O raro meteoro luminoso durou apenas seis minutos”. 17-05-1959 Em solenidade realizada na Catedral de Nossa Senhora Santana, D. Manoel Tavares de Araújo foi empossado como terceiro bispo da diocese de Caicó. 18-05-1881 Nasce em Caicó, Antônio Fernandes Dantas. General do Exército, durante o Estado Novo foi interventor federal do Estado da Bahia (1937-1938), nomeado em substituição a Juracy Magalhães. Na mesma condição, governou o Rio Grande do Norte no período de 1943 a 1945, quando foi sucedido pelo jornalista Georgino Avelino. Faleceu no Rio de Janeiro, aos 20 de janeiro de 1966. 18-05-1891 Foi nomeado para o cargo de promotor público da comarca de Caicó o senhor Manoel Basílio de Brito Guerra. A referida nomeação foi bastante criticada na cidade, principalmente nas páginas de ‘O Povo’, pelo fato do referido senhor não ser titulado em direito. 19-05-1889 Para as eleições municipais realizadas nesta data, o Diretório Republicano do Seridó apresentou do nome do senhor Basílio Gomes da Silva Dantas como seu candidato a uma vaga na Câmara Municipal de Príncipe. No entanto, o referido candidato não obteve êxito. 20-05-1750 Nesta data, o padre Antônio Saraiva da Silva, missionário da aldeia do Gentio Pega, estabelecida ao sul da atual serra de João do Vale, obteve por sesmaria uma data de terra na região do Seridó, em cima da dita serra (à época denominada de Pequixacó ou Paxicu), nas proximidades de uma situação do flamengo e ao poente da atual cidade de Jucurutu, no território da futura Vila Nova do Príncipe. 20-05-1790 Por provisão assinada nesta data, o bispo de Olinda autorizou a construção de uma capela no lugar Conceição, termo da Freguesia de Nossa Senhora Santana do Seridó. O referido documento é a certidão de batismo da antiga povoação de ‘Conceição do Azevedo’, núcleo inicial da atual cidade de jardim do Seridó. 20-05-1793 Falece na Vila Nova do Príncipe, Antônio Garcia de Sá Barroso, antigo ocupante do posto de Coronel da Cavalaria Auxiliar das Ordenanças da referida vila. No referido cargo, foi substituído por Antônio da Silva e Souza. 20-05-1936 É fundada a Associação Feminina Esportiva, em Caicó. 21-05-1875 Era instalado o município de Serra Negra do Norte, criado no ano anterior e desmembrado de Caicó. 22-05-1922 Nasce em Caicó, Deoclides Brito Diniz. Em 1938, após concluir seus estudos básicos no Grupo Escolar Senador Guerra, ingressou no Seminário de São Pedro, em Natal. No Seminário Imaculada Conceição, de João Pessoa, concluiu seus estudos eclesiásticos. Sua ordenação sacerdotal ocorreu no dia 4 de dezembro de 1949, em solenidade litúrgica realizada na Catedral de Nossa Senhora Sant’Ana, de Caicó, oportunidade em que recebeu as ordens sacras do presbiterato das mãos de dom José Delgado de Medeiros, primeiro bispo do Seridó. Vigário de Serra Negra no período de 1954 a 1957, regeu posteriormente as paróquias de Cerro Cora (1957-1959) e Jucurutu (1959-1965). Nomeado vigário da histórica Matriz de Nossa Senhora da Guia, do Acari, ali exerceu suas atividades sacerdotais por vários anos. Em Acari, o padre ‘Deo’ exerceu um paroquiato digno de registro. Agraciado com o título de cônego, faleceu em Currais Novos, no dia 26 de março de 1997, aos 75 anos de idade. Seu corpo, foi transladado para o Acari, onde foi sepultado. Cônego Deoclides Brito Diniz 23-05-1917 O caicoense Amaro Cavalcanti, por decreto desta data, foi nomeado para ocupar o cargo de Membro da Corte Permanente de Arbitragem em Haia. Teve seu mandato prorrogado até 22 de maio de 1923, por decreto de 27 de novembro de 1918. 25-05-1889 O jornal ‘O Povo’, em sua edição desta data, noticiou que “cada dia se avoluma mais e mais a corrente migratória das serras de cima (Martins, Portalegre, Catolé, etc.), com direção aos Brejos uns, e sem destino outros. Calcularíamos em trinta a média diária dos emigrantes que aqui têm passado de umas três semanas a esta data. O governo deve conter o povo em seus municípios, empre­gando-o em serviços, como açudes, que dispensam essa pomposa multidão de engenheiros, ajudantes, escreventes, etc., etc., com o que sempre despende muito. Com isto poupará o despovoamento da província, o desequilíbrio das suas finanças e a peste não encontrará ocasião propícia para fazer seus horrorosos estragos, como sucede em todos os anos de seca”. 27-05-1848 Nasce na Fazenda Umari, município da antiga Vila do Príncipe, João Eutrópio de Medeiros. Filho do tenente coronel Francisco Antônio de Medeiros e de dona Ana Vieira Minosa, combateu na Guerra do Paraguai. Irmão do Padre Sebastião Constantino de Medeiros e tenente da Guarda Nacional, faleceu ainda solteiro, aos 16 de fevereiro de 1879. 28-05-1971 Falece no Rio de Janeiro, José Augusto Bezerra de Medeiros. Escritor, historiador, genealogista, advogado e político da maior expressão, representou, governou o Rio Grande do Norte e representou-o na Câmara Federal por várias legislaturas. Senador da República, reeleito em 1930, teve seu mandato prejudica pelo movimento revolucionário que eclodiu no país naquele e dissolveu o Congresso Nacional. José Augusto Bezerra de Medeiros 29-05-1898 Nasce em Caicó, Bertildes de Brito Guerra. Filha do Dr. Felipe Néri de Brito Guerra (ex-juiz de direito da comarca) e de dona Maria Jesumira Gurgel do Amaral, diplomou-se pela Escola Doméstica de Natal (1922). Professora notável, educou várias gerações, tendo lecionado Geografia e História, nas Escolas Normal de Mossoró e de Natal, e, Arte Culinária, na Escola Doméstica, na qual havia sido aluna. 29-05-1903 É inaugurada a capela de Santo Antônio, do povoado Palma, no município de Caicó. Na oportunidade, o padre Emídio Cardoso de Souza, vigário da antiga Matriz de Santana, celebrou solene missa, que contou com grande participação popular. 30-05-1940 Nasce em Caicó, Ney Leandro de Castro. Diplomado pela Faculdade de Direito de Natal (1965), ingressou no jornalismo, passando a dirigir o suplemento literário da Tribuna do Norte. Professor fundador da Faculdade de Jornalismo de Natal, ainda na década de 1960 revelou-se um poeta e um escritor de grande talento. Responsável por alguns dos momentos importantes da moderna literatura norte-riograndense, Ney Leandro, que atualmente mora no Rio de Janeiro, é membro da Academia Norte-Riograndense de Letras. Em sua extensa e valiosa bibliografia, entre outros, encontramos os seguintes livros: O pastor e a flauta (1965); Contista Norte-riograndense (1965); Decomposição do Nu (1960)Universo e vocabulário do Grande Sertão (1970); Feira Livre (1975); Zona Erógena (1981); Canto Contra Canto (1981); O dia das moscas (romance, 1983); Musa de Verão (1984); As pelejas de Ojuara (romance, 1986); Era uma vez Eros (1993), etc. Ney Leandro de Castro 31-05-1862 Nesta data, o Dr. Miguel Gonçalves de Lima, juiz de direito da Comarca de Caicó, obteve licença de suas funções para viajar ao Recife. Vencido o prazo legal, aquele magistrado não retornou ao Caicó e suas ausências causaram sérios problemas à administração da justiça na região. No ano seguinte, o referido fato foi levado ao conhecimento da Assembléia Legislativa, pelo Dr. Olinto José Meira, presidente da província. 31-05-1971 O Deputado Dary Dantas apresentou na Assembléia Legislativa uma proposição denominando ‘Palácio José Augusto’, a Casa Legislativa do Rio Grande do Norte, aprovando-a folgadamente. 31-05-2002 Através da Portaria Ministerial nº 1.616/MEC, publicada no Diário Oficial da União, de 03-06-2002, foi autorizado o funcionamento da Faculdade de Teologia Cardeal Eugênio Sales, mantida pelo Colégio Diocesano Seridoense, na cidade de Caicó. A referida instituição de ensino superior - que formou sua primeira turma no semestre 2006.1 - tem “como missão preparar teólogos a fim de atuarem nos mais diversos campos, tais como: ensino, pastoral, reflexão cristã e cultural”.